niamh's woodland
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
o arco-íris dourado
A Kari Rueslatten me traz sensações que eu sempre me esqueço.
É doce, é lindo, de uma paz não tão natural e ao mesmo tempo que diz sobre coisas que ficaram no passado, me fala também sobre um talvez futuro.
Sensações que eu queria repetir, arco-íris em um tom (o dourado) que sempre chegaram depois de épocas tempestuosas. Sensações que vão se repetir até que eu complete o "ligue os pontos" das tempestades e então o arco-íris dourado seja pra sempre.
O arco-íris dourado que aponta no céu de verão, que preenche o vazio que o cheiro de chuva deixa quando vai embora. O arco-íris dourado que me liga às mais lindas forças, o que me faz acreditar no meu depois ainda em vida.
Porque ainda é muito cedo. E os lírios florescem em todas as estações. (na incidência solar do meu mundo)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Da inconstância da alma
"Acho que alguns homens nasceram no lugar errado. Vivem acidentalmente em certos lugares, mas sentem sempre uma nostalgia por um lar que não conhecem. São como estranhos nos lugares em que nasceram, e as alamedas que conheceram na infância ou as ruas movimentadas em que brincaram não são senão um lugar de transição. Passam a vida inteira como estranhos entre seus parentes e permanecem indiferentes às únicas paisagens que conheceram. Talvez seja essa sensação de estranheza que leva os homens para longe, à procura de algo permanente, a que possam prender-se. Talvez algum atavismo profundo leve os que perambulam pelo mundo de volta a terra que seus ancestrais deixaram nos primórdios da história. Às vezes um homem chega num lugar ao qual sente misteriosamente pertencer. Esse é o lar que procurava, e ele se estabelece entre paisagens que nunca viu antes, entre homens que, igualmente, nunca viu, como se os conhecesse desde que nasceu. Aí ele encontra sossego finalmente."
(W. Somerset Maughan)
(W. Somerset Maughan)
terça-feira, 9 de outubro de 2012
when roses fade on spring days...
partindo do dia 13 de outubro, tenho 4 meses pra vivenciar a felicidade plena. aquela que desaba nas chuvas de verão, aquela que me faz ser leve como o pós-chuva e o cheiro clichê de terra molhada. estúpida porém feliz, pífia porém doce... são os quatro meses marcados sempre assim. que a impulsividade seja menos presente e que se dissipe a nuvem negra. muita poeira de coisa velha alojada na garganta pode ainda me matar engasgada. mas não. não agora.
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